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Dr Salazar na POPULARFM: 31 Julho 2011 pelas 23h00

popularfm_napopularfm_dr salazarOs Dr. Salazar vão estar no estúdio da POPULARFM à conversa com Jorge Caldeira, no programa Catedral do Rock dia 31 de Julho pelas 23H00.

Os Dr. Salazar são uma banda de metal industrial oriunda de Lisboa, fundada no ano de 2002 por Manuel d'Albuquerque, que tem a particularidade de falar apenas sobre o Estado Novo. Atualmente, os Dr. Salazar são formados por Manuel d'Albuquerque, voz e maquinaria, Marco Moura e Dim Costa Neto, guitarras, João Mendes, baixo, e Pedro Neto, bateria.

Em 2004 editaram o seu primeiro disco, o EP "Dedo na Ferida", custeado financeiramente pela participação da banda em vários concursos em que foram bem sucedidos, em 2006 editaram o primeiro álbum, "Antes & Depois", e em 2010 o segundo álbum, "Lápis Azul", ambos por conta própria.

Diz-se que hoje existe liberdade de expressão, que já não há censura, mas os Dr. Salazar ainda são recusados mesmo para concertos ao vivo, apenas por se chamarem assim. 

A desconfiança, o receio do que se possa pensar, a cumplicidade... uma má interpretação sobre os Dr. Salazar, que conduz a uma censura aplicada a quem decidiu cantar o sofrimento de um povo subjugado à vontade e poder políticos, sem liberdade de pensamento, sequer. Mas, a censura em Portugal não surgiu com o Estado Novo, data da altura de D. João V quando os primeiros livros foram censurados pelo poder régio, sendo proibidos e mandados queimar por um alvará de 18 de Agosto de 1451. No entanto, parece termos apenas presente a que vigorava durante o Estado Novo... e do famoso lápis azul... e hoje? Qual é a cor da censura?

Os Dr. Salazar - nome que faz alusão a António de Oliveira Salazar (1889-1970), instituidor do Estado Novo (1933-1974) e da sua organização política de suporte, a União Nacional -, escrevem exclusivamente sobre a época em que Portugal viveu sob um autoritarismo amplamente explorado nas suas duas frentes complementares: a propaganda e a repressão. E "Lápis Azul" - o famoso lápis com que os elementos do Regulamento dos Serviços da Censura riscavam tudo o que era impróprio (proibido) publicar nos órgãos de comunicação social - é um disco mais preciso, com uma abordagem direta, frontal e brutal, quer lirica quer musicalmente, sobre o que se passou numa época que os portugueses demonstram ainda receio ou complexos em lembrar, mas que existiu e, quer queiramos quer não, faz parte da História de Portugal. Sem preconceitos, os Dr. Salazar põem o "Dedo na Ferida" "Antes & Depois" com o "Lápis Azul".

No Estúdio POPULARFM

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