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STAMPKASE: 17 de Fevereiro - 23H

popularfm_stampkaseSTAMPKASE

17 de Fevereiro 2013 - 23H

Catedral do Rock com Jorge Caldeira

 

Um grupo de quatro velhos conhecidos consumou o desejo de criar uma banda de metal em 2003, no edílico e bucólico Vale das Furnas. Tirando a fúria adormecida dos vulcões, nada seria tão ameaçador naquele local como a sonoridade que os Stampkase pretendiam criar, não obstante o positivismo da sua atitude.
 
André Viveiros e Ruben Bento, nas vozes, Bruno Moniz (ex-Kaos), na guitarra, e Nuno Costa, na bateria, manifestaram os primeiros esgares do seu íntimo irreverente numa minúscula sala de ensaio concebida em esferovite e que viria a ter uma relação muito próxima com a designação que a banda assinaria no seu B.I.. Era tudo feito de forma compacta, sincera e regada por uma vontade de deixar uma marca, um carimbo, um selo raro de referência. 
Pouco mais de um mês depois, Pedro Valério (ex-Nableena) viria a dar o seu contributo como baixista e, a partir daí, a banda embarcou num trilho de sucessos inesperados e catalisadores de um estatuto celebrado de forma embevecida com o público açoriano. 
 
Foram os grandes vencedores do Concurso Angra Rock em 2005 – quais jovens incrédulos por tal façanha quando tudo o que queriam era viajar e fazer viajar os outros com o seu som -, catapultando a banda para anos seguintes de ouro. E o seu currículo ao vivo demarca-se pelo vasto e qualitativo rol de presenças em festivais como o Alta Tensão, o F. I. M., o Angra Rock, os aniversários da webzine SoundZone, entre outros festivais de índole 
mainstream, como a Festa do Chicharro, o Festival do Nordeste, as Festas de São João da Vila ou a Semana Cultural da Povoação. O sucesso da banda estendeu-se ainda às ilhas Terceira e Santa Maria, onde atuou nas Sanjoaninas e nas Festas do Sr Santo Cristo. Inesquecíveis são as actuações ao lado de referências internacionais e nacionais como os Mnemic (Dinamarca), Dagoba (França), Fear My Thoughts (Alemanha), Exilia (Itália), The Temple, Switchtense, Concealment, Reaktor, entre muitas outras.
 
E tudo isto era feito com apenas uma demo de seis temas na bagagem, concebida em ambiente caseiro e com acesso a recursos tecnológicos muito limitados. Todavia, reside ainda o orgulho de ter sido gravada por André Tavares, hoje um produtor de renome em Lisboa, tendo já feito trabalhos para os Xutos e Pontapés.
 
Urgia um disco de estreia. A luta foi tremenda. As caraterísticas do mercado açoriano foram atrasando este marco e num mar de dificuldades, que engloba a saída do mais que colega, um "irmão", Pedro Valério, substituído por Nuno Carreiro (Sanctus Nosferatu, Askara), outro "irmão", que veio deixar a sua marca a partir de 2008, atracam em estúdio em 2010 com a certeza de que desta já não lhes fugia a concretização de um sonho antigo.
Nuno Costa ruma aos Ultrasound Studios, em Braga, em Maio de 2010, onde captou em cinco dias as baterias do álbum ao lado de Pedro Mendes (Thee Orakle, Heavenwood). A escolha por este estúdio de topo é um claro manifesto de que a banda não só gosta de se desafiar como também de aprender com o "grande mundo lá fora". Escusado será também dizer que esta ação faz parte de um intento vertical para elevar o seu trabalho a um nível altamente profissional. 
 
A jornada prosseguiu, nos Açores, em Fevereiro de 2011, quando todos os restantes instrumentos foram captados por José Miranda e Carlos Rijo (que produziram o derradeiro disco dos Morbid Death) nos estúdios do Colégio Castanheiro, em Ponta Delgada. A "cereja em cima do bolo" é o convite endereçado a Daniel Cardoso (Angelus Apatrida, Heavenwood e Switchtense) para a mistura e masterização. 
 
A banda recatou-se, desde então, para tratar de todos os restantes pormenores relativos ao lançamento do seu disco de estreia, editado em 2012. Na bagagem ia a certeza de um registo extremamente honesto, decidido e ambicioso, onde estão cravados nove anos de vida e dedicação incondicionais. 
Um groove incendiário, uma mensagem expansiva e visionária, uma postura enérgica e electrizante onde texturas e ambientes corrosivos convergem para um caos controlado, mediado pela beleza das raízes que os viu nascer. São assim os Stampkase com "Mechanorganism", o seu álbum de estreia, a registar bons momentos de inspiração das influências do metal moderno.

No Estúdio POPULARFM

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