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BIZARRA LOCOMOTIVA: 17 de Novembro de 2013 - 23H

popularfm_bizarra-locomotivaBIZARRA LOCOMOTIVA

17 de Novembro de 2013 - 23H

Catedral do Rock com Jorge Caldeira

 

Precursores da música Industrial no nosso país, os Bizarra Locomotiva são hoje a principal referência do género no panorama musical Português.

A sua história remonta a 1993, quando Armando Teixeira (voz e maquinaria) e Rui Sidónio (voz) formam uma banda com vista a participar no Concurso de Música Moderna da Câmara Municipal de Lisboa, um evento importante, de âmbito nacional, que já havia dado a conhecer grandes talentos.

Esse seria também o caso dos Bizarra Locomotiva que, vencendo o concurso vêm as portas abrirem-se e participam no conceituado festival francês Printemps de Bourges, ao qual regressam em 1994. Miguel Fonseca (guitarra – Thormenthor, Mofo, Plastica) vem, entretanto, reforçar o line-up, contribuindo decisivamente para o crescimento do colectivo. O ano de 1994 revela-se profícuo em lançamentos: Abril o mês escolhido para o álbum de estreia homónimo, sucedido em Novembro de, "First Crime, Then Live". O disco estava organizado em duas partes, uma gravada em estúdio e cantada em inglês, e a outra gravada ao vivo em Franca e vocalizada em Português.

Após participarem na 7ª Bienal de Jovens Criadores da Europa Mediterrânica, os Bizarra Locomotiva empreendem uma bem sucedida tournée nacional. O expoente máximo no que aos espectáculos ao vivo diz respeito, todavia, alcançado em Agosto de 1997, quando actuam no Festival Sudoeste, no âmbito da promoção ao EP "Fear Now," a par de bandas como os Marilyn Manson e Blur.

"Bestiário", de 1998, constitui o álbum-paradigma do grupo. Assentando no conceito “O Homem Besta e a Besta Homem” – através do qual recriam figuras mitológicas que retrata metaforicamente o Homem, o disco evidencia uma abrangência musical mais ampla, acolhendo novos ambientes e sonoridades. A vertente estética assume, de igual modo, importância acrescida: o conceito lírico e musical transposto para o palco, no qual Rui Sidónio sai do interior de um “casulo”, na abertura dos espectáculos, simbolizando o nascimento da Besta.

Em 2002, regressam com "Homem Máquina", um novo CD conceptual que, de algum modo, dá continuidade ao anterior. A Humanidade uma vez mais objecto de crítica feroz, pois, embora tenha criado as máquinas, a elas culpabiliza por todos os males à face da Terra. A fronteira entre Homem e máquina esvanece-se. A máquina humaniza-se, o Homem maquina-se. A par do álbum, um novo conceito estético e de espectáculo elaborado, desta feita envergando a banda fatos que simbolizam o Homem Máquina.

Com o ano de 2004 a chegar ao fim, a Bizarra Locomotiva entra em mais uma estacão, num regresso a sonoridades mais cruas que tinham sido intencionalmente negligenciadas no anterior registo retomando a raça pura do rock industrial. Nesta nova paragem ferroviária os gritos regressaram quase em omnipresença.

“Ódio” o 1.º trabalho gravado pela formação actual, que já tinha estado em palco a promover o anterior “homem máquina” e onde o papel de compositor musical principal e produtor passa para as mãos de Miguel Fonseca e as líricas para o subconsciente de Rui Sidónio num resultado explosivo e feito para ruir os palcos à passagem da Locomotiva, partilhando-os com bandas como os Young Gods.

Com 16 anos de existência este projecto conta com uma carreira invejável no panorama nacional com 9 discos editados e com uma platina aquando a participação no tributo aos Xutos e Pontapés com o tema “Se Me Amas”.
A actuação da banda no festival Super Bock Super Rock 2006 ao lado dos Korn e dos Soulfly, foi a consagração, deixando toda a gente boquiaberta com o poder da Bizarra Locomotiva confirmando ser o expoente máximo da música industrial em Portugal e marcando com impacto para uma vida sempre quem vê os seus espectáculos.

Liderando a locomotiva está Rui Sidónio – um dos mais carismáticos gritadores portugueses de sempre a que ninguém fica indiferente ao ver as suas prestações contagiantes em palco.

2009 e 2010 foram marcados pelo álbum mais negro de sempre da história do rock português.
Aclamado pela crítica, álbum do ano em vários escaparates, com prefácio do escritor consagrado internacionalmente José Luís Peixoto, o novo “Álbum Negro” é o mais sombrio, pesado e denso trabalho da já longa carreira da banda contando com um convidado muito especial – Fernando Ribeiro dos Moonspell, passageiro assíduo de longa data desta Bizarra Locomotiva.

Evento de lançamento de "Álbum Negro" esgotadíssimo deixando uma fila enorme de passageiros por entrar tem sido exemplo em quase todas as estações por onde passa a Bizarra Locomotiva, já considerada uma banda de culto a par dos Mão Morta por levar sempre atrás de si uma dedicada legião de fãs auto-proclamados de “Escumalha”.

Já com mais de 20 datas da Tour Álbum Negro por estradas de Portugal tendo maior destaque a passagem pela F. I. L. na celebração do Dia do Metal como convidados especiais dos Moonspell e também pelo Coliseu do Porto como convidados dos Fields of The Nephilim. A Banda está a preparar entretanto o novo disco para sair em breve não fazendo pausas no andamento da Locomotiva.

Palavras escritas e gritadas por quem sofre o mundo. Baterias espancadas por quem conhece o ódio. Guitarras que urram a dor. Máquinas que não param e açoitam em violência. Mais poderosa que nunca a Bizarra Locomotiva continua em viagem; transportando as histórias dos passageiros que viajaram, viajam e viajarão nela. Esta é a Bizarra Locomotiva de hoje, 18 anos de carreira, desde 1993 em movimento, e preparada para viajar muitos mais anos. Até á próxima estação!

Este ano, os Bizarra Locomotiva assinalam 20 anos de carreira e o primeiro álbum, homónimo foi reeditado, acrescido de mais temas em jeito de celebração da data e relembrando um dos discos mais emblemáticos do rock nacional.

Formação: Rui Sidónio (voz), Miguel Fonseca (guitarra), Alpha (máquinas), Rui Berton (bateria).

Discografia: “Bizarra Locomotiva” (1994); “First Crime, Then Live” (1995); “Fear Now” – Remixes" (1996); “Bestiário” (1998); “XX Anos XX Bandas” – Tributo aos Xutos e Pontapés" (1999); “Homem Máquina” (2003); “Cada Homem” (Single, 2003); “Ódio” (2004); “Álbum Negro” (2009).

No Estúdio POPULARFM

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