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FILII NIGRANTIUM INFERNALIUM: 16 de Fevereiro de 2014 - 23H

popularfm_fniFINI NIGRANTIUM INFERNALIUM

16 de Fevereiro de 2014 - 23H

Catedral do Rock com Jorge Caldeira

Os Filii Nigrantium Infernalium são uma banda de anarko black metal satânico criada fora de qualquer rebanho, deus ou pátria que seja, tumulares e em queda rápida rumo à grande vala.

Em 1988/89 começou por se formar aquilo que viria a ser Bactherion. Belathauzer, guitarra e voz, Tetragrammaton (Moonspell), baixo, e Jerzegemoth, bateria. Jorraram o negro veneno do bílis hedonista da degeneração e da bestialidade necrófila com princípios niilistas, virtudes satânico-cristãs e ressacas funerárias…

Uma demo gravada na sala de ensaios, "The Miracle of Death" (1991) foi raivosamente cuspida pelos seus corações cheios de bondade turva, assim aproveitando para convidar os apreciados irmãos da cristandade para as orgias fúnebres do Inferno (obviamente, o som era mau, mas tem malvado veneno do bom este doom satânico influenciado por Hellhammer e Necroschizma…)

Já com o nome de Filii Nigrantium Infernalium, em 1993, tocam um concerto, o primeiro de black metal que nestas terras de Deus se tocou e onde participaram músicos dos Moonspell e dos Decayed, com couro negro, aço, fogo e sangue – este país de pia gente, viu pela primeira vez Pinturas de Guerra e Fogo Cuspido em palco. Depois, tornaram a sua música ainda mais doentia, introduzindo a rapidez da forca no seu arrastar vagaroso, e nesse mesmo ano (1993) gravaram uma maqueta em estúdio, "Os Métodos do Pentagrama", que contém meia hora de blasfémia báquica editada pela Dark Records, com a participação de Lansgsuyar (Moonspell), um solo por Mantus (Moospell) e uma ocarina épica e pastoril tocada por F.

Algum tempo depois, com Helregni no baixo e ainda Wafk na bateria, resultado trans-substanciado de Jerzegemoth, gravam no Rec’n’Roll o MCD "A Era do Abutre" (1995, Monasterium Records) e concertos diabólicos com os já então característicos elementos litúrgicos do sangue, do ferro e do fogo e nos quais participa o guitarrista mercenário Calahuzu.

Helregni sai da banda (por obrigações labutárias num convento de noviças afoitas) e entram Jno, baixo, e Ofaxat, guitarra, formação feroz que toca, com místicos êxtases e fúria metálica, alguns beatíficos concertos em honra de Sodoma, Gomorra e o Hades – o Pai, o Filho e o Espírito Santo - para a delícia nigromântica de alguns mortos-vivos, sem fazer concessões ao reino da luz e alegremente ecumenizando Deus Nosso Senhor…

Em 2001 – data do fim dos tempos, segundo a ditosa sabedoria dos antigos, benignos e malignos - Belathauzer começa a tocar com Lopo, bateria, e Samhain, guitarra, e, novamente, Helregni, baixo. Mas, este deixa o seu lugar para Tormentor, que assim passa para o baixo/segunda voz. E em 2002 foi gravado o Pic-7’’EP "A Queda" (Tenser Records), um trabalho de thrash/heavy/black da velha escola; agónico, contundente e dedicado em leda e oblíqua homenagem lírica a Nossa Senhora de Fátima, a vera vénus lusitana, que ascende fitando o oceano com espasmos de Adamastor cornudo… canções d’outros tempos – Ámen!

Entretanto, em 2003, a caprichosa e escarnecedora Roda do destino volta a girar e a baralhar as cartas do jogo: entra Andremon para infernizar as mórbidas freiras com a incisão dos seus solos heréticos e a contribuição das virtudes corais da sua garganta; Arrno Maalm, para executar ritmos de autos-de-fé debochados na bateria; e, mais uma vez, Helregni no baixo, cujas excelências metálicas são já bem conhecidas por todos aqueles que as já conhecem (e DEUS, que tudo vê, minhas deliciosas irmãs, conta com ele para as orgásticas celebrações do Juízo Final…) – Com esta formação-deformação, os Filii Nigrantium Infernalium regressam aos palcos e tocam ao vivo e ao morto em várias datas de Inferno, Aço, Correntes, Blasfémia e Orgia de Trevas: de Sul a Norte de Portugal, vanguarda Universal do eCUmenismo chrístico, católico, apostólico e romano, a banda mostra um sangue mais pútrido que nunca, jorrando veneno e decibeis de verdadeiro metal.

Em 2004, assinam um contrato com o selo Procon e editam em 2005 um novo álbum, batizado com o nome de "Fellatrix Discordia Pantokrator", um marco fálico inscrito a ferro e fogo na cena do metal mais sujo e tortuoso, com ritmos de heavy clássico alternam com frenesins thrash/speed, chegando à devastação do black metal mais feroz – um som cru, uma produção incandescente e eficaz e ainda alguns músicos convidados para as catacumbas de Belathauzer.


Em 2010 é editado um novo EP "Rëtrofornicatör", pela Iron Bonehead, e em 2013 o aclamado "Pornokrates: Deo Gracias", pela Hell Prod, considerado o melhor álbum nacional do ano na área do heavy metal. Um disco que reflete tudo aquilo que os Filii Nigrantium Infernalium são: fruto da podridão de almas perdidas que chegará ao fundo dos ensoberbecidos corações… filhos das trevas infernais que disseminará as sementes da doce podridão do vero metal suicida de Norte a Sul de Portugal, envenenando as águas e ruminando as almas pias, as famílias, as paróquias, os seminários e os conventos!

No Estúdio POPULARFM

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