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ALBERT FISH: 27 de Julho de 2014 - 22H

ALBERT FISHALBERT FISH

27 de Julho de 2014 - 22H

Catedral do Rock com Jorge Caldeira



Os Albert Fish são uma banda punk rock de Lisboa que surgiu no verão de 1995, com Ed, na voz, Nabais, na guitarra, Augusto (dos Vinganza), na guitarra, Rattus (Execution e Disturbio), no baixo, e Branco, na bateria,. A estreia nos palcos deu-se na mítica sala Jukebox, em Lisboa, a 3 de dezembro do mesmo ano. Após esse concerto, Augusto abandona o grupo para se dedicar exclusivamente aos Dela-Ual, projeto que também chegou a partilhar com Rattus.

Os concertos começam a surgir com frequência em 1996, gravando-se nesse ano a primeira demo-tape: “We Don’t Eat Children For Breakfast”.

Em 1997 é lançada a segunda demo-tape, “Six Pack”, que empurra a banda não só para mais concertos como para uma maior exposição ao público com diversas entrevistas para fanzines, referências na imprensa, vencedora da maquete da semana na FM Radical e entrevistas em algumas rádios (com destaque para o especial de uma hora na Super FM). Tanto destaque leva ao interesse da Megafone, editora da Covilhã, sendo gravado em 1997 aquele que seria um CD EP e o primeiro trabalho a sério da banda. No entanto após várias divergências entre as duas partes, a banda abandona a editora e a gravação acaba por ser editada como demo-tape em 1998 com o nome “Take a Break With…”. No entanto, os concertos prosseguem, tendo os Albert Fish tocado em quase todas as salas clássicas (Jukebox, Johnny Guitar, Rockline, Marquês da Sé, Ritz Clube, etc…) e com dezenas de bandas. Por motivos de ordem pessoal Nabais acaba por abandonar o projeto, seguido de Branco (que anos mais tarde será levado por Rattus para os Clockwork Boys onde se reencontraram durante algum tempo).

Em 1999 entra para a guitarra Gazela (ex-One Breath) que traz consigo Rafa (Paizinho & Os Putos e Beringelas) para a outra guitarra e Tó (ex-No Class Youth e 99 Stickers e Beringelas) para a bateria. Inesperadamente, com falta de tempo para a banda, Ed abandona o grupo. Após algumas incertezas sobre o futuro da banda, Rafa acaba por trazer Gustavo para o lugar deixado vago e os concertos voltam em 2000.

Em 2001 é gravada uma demo CD-R que começa a furar no circuito underground internacional. A participação numa compilação, com bandas estrangeiras, ajuda os Albert Fish a tornarem-se cada vez mais conhecidos, sendo solicitada para muitas entrevistas para sites e fanzines de todo o Mundo, desde o Canadá até à Austrália.

Em 2002, os Albert Fish lançam finalmente o seu primeiro álbum, “Strongly Recommended”, CD editado em conjunto pelas editoras Anti-Corpos  DIY e Zerowork Records. O álbum, gravado nos Estúdios Margem Sul, em Almada, teve grande aceitação e trouxe os primeiros convites para a banda tocar fora de Portugal. Ainda no mesmo ano gravam uma versão de “Mierda de Ciudad” para ser incluída no tributo aos bascos Kortatu, a ser editado pela Cochebomba Records (USA). No entanto, essa ideia falhou e o tema foi reaproveitado para outros trabalhos. Gazela, que entretanto teve em paralelo os Croustibat, sai da banda para formar os Vicious 5. Sem encontrar um guitarrista com as características pretendidas, Carlos (Beringelas, ex-One Breath e futuro Croustibat) assegura provisoriamente a segunda guitarra. Mais tarde acaba Tó por se mudar para a guitarra, entrando Johnny (Luv Da Xit, Simbiose) para a bateria.

Em Março de 2003 a banda faz uma pequena tour por Portugal e Galiza, com os veteranos ingleses Varukers. E entre abril e maio do mesmo ano é feita uma tournée de 3 semanas, tocando os Albert Fish no País Basco, Holanda, Alemanha, Hungria, Itália e Catalunha. Nesta digressão, os Albert Fish tiveram a possibilidade de tocar com diversas bandas de toda a Europa, destacando-se os ingleses Zounds (lendas do anarco-punk, da Crass Records) e os holandeses Possible Suspect (da editora alemã Mad Butcher). Na véspera da partida para a digressão, Rafa parte um dedo no trabalho, sendo substituído à última da hora por Carlos, que já anteriormente tinha sido um pronto-socorro da banda. Rafa acaba mesmo por sair do grupo e em agosto os Albert Fish viajam, já com Diogo no seu lugar, até à Galiza, para participarem no Festival Faísca ao lado de bandas como Inadaptats, Skarnio ou Banda Bassoti. De regresso a Portugal abrem para os norte-americanos Lagwagon, na Voz do Operário, em Lisboa. Voltam a Espanha para 2 concertos na Catalunha e mais tarde fazem a primeira parte dos espanhóis Skaparapid.

O ano 2004 começa com Albert Fish no jornal Blitz, na lista dos melhores álbuns nacionais de 2003 (isto apesar do disco ser de 2002), eleitos pelos leitores do mais consagrado jornal musical nacional. Em Fevereiro saem mais uma vez para Espanha, para dois concertos na Catalunha, em Vilafranca e Castelló. Este segundo concerto é gravado por um canal de televisão espanhol, para ser transmitido posteriormente num programa de música alternativa. Os concertos prosseguem no verão, inclusive com várias bandas estrangeiras como Never Was (Itália), Garotos Podres (banda mítica do Oi! Punk brasileiro) ou Iszonyat e Katéter (Hungria). Em outubro é editado “Delfins Not Dead”, o CD tributo a Delfins, onde os Albert Fish participam com o tema “Marcha Dos Desalinhados”. Este foi um projeto elaborado pelo Lótus, sala pertencente aos Delfins e que sempre apoiou de forma incondicional a música underground.

2005 fica marcado, para além de concertos um pouco por todo o País, pela presença em alguns festivais, sendo de destacar o II Urban Beast Festival (em Ciudad Real, Espanha), onde os Albert Fish tocaram com nomes tão importantes como Los Fastidios (Itália), Brigada Flores Magon (França), Malas Cartas (Espanha) e Opció K-95 (Espanha), entre outros.

Em Fevereiro de 2006, os Albert Fish partem em digressão para o Brasil, onde tocam em 8 cidades diferentes ao lado dos míticos Garotos Podres; uma tour com ampla divulgação na imprensa escrita, rádio e televisão. São inclusive entrevistados para o programa “Pé Na Porta”, por Clemente (o bem conhecido vocalista de Inocentes). Para celebrar a tour conjunta é editado o CD Split Garotos Podres/Albert Fish, que contém como extra 4 vídeos ao vivo de Garotos Podres e um vídeo em animação de “Sindelar”, dos Albert Fish (produzido por João Lima em 2005). De volta a Portugal seguem-se mais alguns concertos ao lado de bandas de referência como Klasse Kriminale (histórica banda italiana) ou Deadline (Uk), para além de mais algumas participações em diversas compilações.

Em 2007 é a vez de Tó, que já há algum tempo não estava na mesma linha musical, abandonar os Albert Fish para se concentrar nos Fiona At Forty (de onde saiu mais tarde, abraçando o projecto Boca Doce). A banda vacila novamente, equacionando mais uma vez o fim, mas mais uma vez resiste. Com Tó sai também o seu irmão Diogo. Para assumir as guitarras entra um velho amigo da banda, Dani Hell, que passou por inúmeras bandas como New Winds, Liberation, Mind Change, Reltih ou M. A. D.. A banda começa a trabalhar em novos temas, mas Johnny por falta de tempo decide também sair. Dani Hell traz Saavedra para a banda e é com estes 4 elementos que a banda entra em 2008, recomeça a tocar ao vivo e volta ao estúdio. No final de 2008 entra Osga (Cyco Lolitas, Saibaba, Conto do Vigário, Focolitus) para a segunda guitarra.

Em 2009, para além de alguns 7” no formato vinil, chega-nos também o segundo álbum “News From The Front” co-editado em CD pela Raging Planet, Zerowork Records, Your Poison Records, Graver e pela brasileira Criminal Attack. O CD teve distribuição da Compact Records, chegando às grandes superfícies.
Abrem para os suecos No Fun At All e para os lendários Sham 69, de Inglaterra, e em setembro voltam à Hungria para serem cabeças de cartaz do Dinamo Punk Rock Fest, em Komárom. De regresso a Portugal, tocam na Caixa Económica Operária, em Lisboa, na festa de homenagem a José Carvalho, ao lado de bandas como Peste & Sida e Ex-Votos.

2010 começa com um concerto com os americanos The Casualties, onde João Ribas (Tara Perdida) interpreta com Albert Fish o tema “Angústia” da sua ex-banda Censurados (colaboração que se iria repetir em diversos outros concertos). Participam na compilação “Radical Roots of 69, 77 and 21st Century”, da fanzine húngara Radical Roots, partilhando espaço com nomes como The Clichés, Abrasive Wheels, Combat 77, Rough Stuff, Gonna Get Yours, Foreign Legion ou Slick 46. E voltam à Galiza para 2 concertos com Skarmento e Ultima Sacudida. Em junho, os Albert Fish embarcam em nova digressão por Espanha, Holanda e Portugal. Em julho, após concertos no Algarve, Osga deixa o seu lugar vago. Para o seu lugar Rattus traz um velho amigo, Claudino (que tocava nos SK6, banda que acabara algum tempo antes).

Em janeiro de 2011 sai “Friendship”, o split CD com Blind Alley Dogs, que seria votado como o disco do ano no famoso Blog Billy News. O split é ainda motivo para uma pequena tour com os Blind Alley Dogs. Em maio a banda volta mais uma vez à Galiza, desta vez Ourense, para fechar o festival IV Galiza Em Punk. São editados alguns 7” em vinil, incluindo um split limitado com Acromaníacos.

2012 é de grande atividade editorial, sendo de destacar os 7” EPs “City Rats” (editado na Alemanha pela Bandworm Records e Oi! Tapes e em Portugal pela Zerowork Records), “We Stand Together” (split com os italianos Klasse Kriminale, editado pela Bandworm Records) e o split com SIStema (Zerowork Records). Participam ainda no 4 way split 7” “Liga dos Últimos” (com Acromaníacos, Facção Opposta e Canhões de Guerra) e entram com o tema “Veneno” no CD tributo aos Peste & Sida, ao lado de bandas como Xutos & Pontapés e Tara Perdida.

O EP “City Rats” projeta novamente a banda para as rádios, passando inclusive no programa Indigente, de Nuno Calado, na Antena 3. Neste EP, para além da participação de Suspiria Franklyn (Les Baton Rouge) no tema “Rotten Love”, de destacar a capa desenhada por Nuno Saraiva (conceituado artista e conhecido nos meandros do punk por ser o autor da mítica capa do LP “Rock Radioactivo”, dos Mata-Ratos), sendo o restante artwork novamente da responsabilidade de Filipe Brito (Artattack Design).

Dani-Hell entra em choque com os restantes relativamente à linha musical a seguir e abandona os Albert Fish, formando os Roadside, entrando para o seu lugar Paulão (dos Decreto 77).

Tocam com os norte-americanos 7 Seconds, lendas vivas do hardcore punk, no Jurassic Club Fest, onde Suspiria Franklyn canta o tema gravado com a banda.

Nota de relevo na história dos Albert Fish é o facto de a banda participar como banda sonora integral do Bowlarama 2012, na Austrália. A reportagem da etapa australiana do campeonato do Mundo de Skate inclui entrevistas com as lendas do skate Bucky Lasek e Steve Caballero, sendo transmitida na Fuel TV Australia e na Bright Things TV.

Em 2013 o tema “Rotten Love” ganha destaque em algumas rádios, em especial no programa Simbiose com divulgação na Antena 3 (Antena 3 Rock/ RTP) e na Rádio Zero. Voltam ao mítico Ritz Clube, em Lisboa, passados 13 anos, para o 30.º aniversário dos Crise Total, mais uma vez com a colaboração de Suspiria Franklyn. É editado pela Zerowork Recs o split CD “Rowing on the Galley…” com os húngaros Belfegoi. Algumas participações em compilações importantes, como da alemã Spirit 0f The Streets, “Steelcap Love Affair”, ou o “Volume Three”, da editora norte-americana Dagger Sight Records. O ano não termina sem outra mudança na formação, desta vez forçada pelo facto de Claudino se mudar para o estrangeiro por motivos profissionais, ocupando o seu lugar na guitarra Serralha (dos Acromaníacos, e que já acompanhava Rattus nos Facção Opposta).

2014 arranca da melhor maneira com a banda como capa do n.º 11 da Mondo Brutal com entrevista e grande destaque à carreira do grupo. Os últimos trabalhos continuam a rodar nas rádios, em especial na Super FM. Deslocam-se a Mangualde para o 20.º Hard Metal Fest, o mais antigo festival de peso nacional e um dos 10 mais antigos do mundo, partilhando palco com nomes como Switchtense, Pagan Altar (UK), Convulse (Finlandia) ou Mata-Ratos, entre outros. E é editado “Still Here!”, álbum que compila os temas dispersos nos vários 7” em vinil que a banda editou nos últimos anos, aqui pela primeira vez em CD, havendo ainda lugar para 2 temas inéditos. A edição foi feita em Portugal pela Raging Planet e Infected Records, e na Alemanha pela Spirit of The Streets, através da qual é feita distribuição internacional pela mítica inglesa Rough Trade.

No Estúdio POPULARFM

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