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MÃO MORTA: 18 de Janeiro de 2015 - 22H

MÃO MORTAMÃO MORTA

18 de Janeiro de 2015 - 22H

Catedral do Rock com Jorge Caldeira



Em outubro de 1984 Joaquim Pinto assiste em Berlim, Alemanha, a uma atuação dos Swans. No final do concerto encontra Harry Crosby, baixista da banda nova-iorquina, que lhe pergunta se ele toca baixo; ante a resposta negativa de Joaquim Pinto, Harry Crosby diz-lhe que ele tem cara de baixista. Joaquim Pinto regressa a Braga, compra um baixo e, em novembro desse ano, forma os Mão Morta, com Miguel Pedro, na guitarra e Adolfo Luxúria Canibal, na voz.

Em janeiro de 1985, os Mão Morta estreiam-se ao vivo no Porto, no Orfeão da Foz, num concerto que contou com projeção de diapositivos de Fernando Almeida (Nandão). Apesar da boa receção, consideram que o palco não está ainda suficientemente preenchido e decidem recrutar mais um elemento. Zé dos Eclipses entra então para o grupo, na guitarra, passando Miguel Pedro para a bateria, em acumulação com percussões, programações rítmicas, teclas e baixo, enquanto Joaquim Pinto continua no baixo, que acumula com teclas, e Adolfo Luxúria Canibal, na voz.

Quando o jornal de música Blitz publica em janeiro de 1988 as escolhas dos seus leitores sobre os melhores do ano anterior, os Mão Morta são surpreendentemente contemplados com diversas nomeações, surpresa ainda maior tendo em conta que são o único nome a aparecer sem qualquer disco gravado: surgem em 9.º lugar na categoria de “melhor grupo nacional”, em 7.º na de “melhor grupo ao vivo nacional” e em 8.º na de “melhor cantor nacional”, com Adolfo Luxúria Canibal. Mas a ausência de disco não iria durar muito mais tempo, com a edição do álbum homónimo em julho desse ano, através da editora independente Ama Romanta, de João Peste, mentor dos Pop Dell’Arte.

O ano de 1988 termina com a publicação das escolhas dos leitores do jornal LP sobre os melhores desse ano, em que os Mão Morta apareceram destacados em várias categorias: 1.º lugar em “melhor álbum nacional”, “melhor capa de disco nacional” e “grupo revelação nacional”; 2.º lugar em “melhor banda nacional” e “melhor canção nacional”, com “Oub' Lá”;3.º lugar em “melhor banda ao vivo nacional”, “melhor vocalista nacional”, com Adolfo Luxúria Canibal, “melhor concerto nacional”, com um concerto no Rock Rendez-Vous, “melhor visual nacional” e “melhor canção nacional”, com “Aum”; e 4.º lugar em “melhor canção nacional”, com o tema “E Se Depois”. E a partir daqui tudo se transformaria para uma das bandas mais carismáticas e de culto nacionais, bem acolhidos pela sua cidade Natal que em dezembro de 1995 condecorou os Mão Morta com a Medalha de Mérito – Grau Prata da Cidade de Braga.

Sucederam-se as edições discográficas, sempre com o vinil como uma referência e quase obrigatoriedade, sempre bem sucedidos e com nomeações e prémios sempre que um disco ou videoclip eram editados porque a imprensa não deixava de aplaudir o trabalho sui generis dos Mão Morta. Em 2010 recebem da Sociedade Portuguesa de Autores o Prémio Homenagem pelo Contributo à Música Portuguesa e em 2011 recebem o mais importante galardão musical português, o Prémio de Música Blitz – Carreira. Em 2014 celebram 30 anos de carreira e são editados dois discos comemorativos; “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar” (título retirado de um verso do poeta surrealista António José Forte) e “Ventos Animais – Ao Vivo” (distribuído conjuntamente com a revista Blitz).

Formação atual: Adolfo Luxúria Canibal, voz; António Rafael, guitarra e teclas; Sapo, guitarra; Vasco Vaz, guitarra; Joana Longobardi, baixo; Miguel Pedro, bateria e programações.

Discografia: “Mão Morta” (LP, 1988 – CD, 1998 – CD, 2009); “Corações Felpudos” (LP, 1990 – CD, 1998 – CD 2009); “O. D., Rainha do Rock & Crawl” (LP, 1991 – CD, 1998 – CD, 2009); “Mutantes S. 21” (LP/CD, 1992 – CD, 2009 – LP, 2013); “Vénus em Chamas” (CD/K7, 1994); “Mão Morta Revisitada” (CD/K7, 1995); “Müller no Hotel Hessischer Hof” (CD/VHS, 1997 – DVD, 2006); “Já Há Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável” (CD, 1999); “Primavera de Destroços” (CD, 2001); “Primavera de Destroços + Ao Vivo na Aula Magna” (CD duplo, 2002); “Carícias Malícias” (CD, 2003); “Nus” (CD/LP, 2004); “Maldoror” (CD duplo/DVD, 2008); “Rituais Transfigurados” (CD+DVD, 2009); “Mão Morta 1988-1992” (CD quádruplo, 2009); “Pesadelo em Peluche” (CD/LP, 2010); “Bandas Míticas – Mão Morta” (CD+livro, 2011); “Mão Morta – Corações Felpudos – O. D., Rainha do Rock & Crawl” (LP triplo, 2013); “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar” (CD/LP duplo, 2014); “Ventos Animais” (CD, 2014).

No Estúdio POPULARFM

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