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Fernando Tordo: 4 de Setembro de 2013 - 14h

popularfm_fernando tordoFERNANDO TORDO

4 de Setembro de 2013 - 14H

Fernando Tordo (n. Lisboa, 29 Mar.1948). Cantor, compositor e autor de letras. Cantou pela primeira vez em pblico aos 9 anos integrado num coro do Colgio Moderno, interpretando espirituais negros, uma experincia importante no seu percurso. Auto-didacta, fez a sua aprendizagem atravs da audio de fonogramas. Aos 12 anos comeou a aprender viola e a cantar msica pop italiana e anglo-americana (The Beatles, Cliff Richard, The Shadows, Marini Marino, e.o.). Em 1964 integrou o conjunto Os Deltons, cantando e tocando guitarra elctrica em bailes de finalistas e associaes recreativas. Com este conjunto iniciou a sua carreira profissional, marcada num momento inicial pela tentativa de emular o estilo vocal de Cliff Richard, tendo de qualquer modo a ambio de se aproximar do estilo interpretativo de Ray Charles. Em Abril de 1968 integrou, como vocalista principal e "guitarra ritmo" (substituindo Carlos Mendes), o conjunto Sheiks, uma das formaes com mais sucesso na poca, onde permaneceu c. ano e meio. A partir de 1968 desenvolveu uma intensa e profcua colaborao com Ary dos Santos prolongando-se por 14 anos, da qual resultaram cerca de 400 composies, entre canes (algumas das quais para teatro de revista e para comdia musical: Os Macaces e O Caso da Mozinha Misteriosa, ambos de 1977), msica de cena (Portugus, Escritor, 45 Anos de Idade, de Bernardo Santareno, de 1975) e msica para cinema. Algumas destas composies foram requeridas por intpretes do fado, especialmente Carlos do Carmo (Namorados da Cidade, Fado da Pouca Sorte, Fado dos Cheirinhos) e Beatriz da Conceio. F. Tordo compunha a msica e A. dos Santos trabalhava posteriormente a letra condicionando-a melodia existente. A partir de 1982, data em que interrompeu a parceria com Ary dos Santos, passou a escrever as letras para as suas canes. A sua participao em vrias edies do Festival da Cano (1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1977 e 1984) foi determinante para o desenvolvimento e para a projeco da sua carreira a solo e da sua actividade como compositor, proporcionando-lhe ainda a edio dos seus primeiros fonogramas. A sua produo musical, associada no incio da sua carreira aos festivais da RTP, implicou sempre o trabalho com orquestradores ou arranjadores (Joaquim Lus Gomes, Jos Calvrio, Dennis Farnon e Kitflus, e.o.).

Em 1969 participou pela primeira vez no Festival da Cano com Cantiga (let. Morais Soares; ms. Jos Rodrigues Dias e Jos Firmino, orquestrada por Joaquim Lus Gomes), tendo ficado em 5 lugar e obtido o Prmio de Imprensa para a Melhor Interpretao. Retomando a parceria com A. dos Santos comps, em finais de 1970, Cavalo Solta, com a qual concorreu ao Festival de 1971. Classificada em 3 lugar, esta cano contribuiu para a credibilizao de Tordo enquanto compositor. Em finais de 1971 e incios de 1972, colaborou com o arranjador canadiano Dennis Farnon e com Luis Villas-Boas na gravao, produo e arranjo das composies do seu primeiro lbum Tocata (1972). Participou novamente no Festival RTP da Cano em 1973 com quatro canes com msica da sua autoria: Tourada, Carta de Longe (ambas interpretadas pelo compositor), Minha Senhora das Dores (interpretada por Lus Duarte) e Apenas o Meu Povo (interpretada por Simone de Oliveira). Venceu a cano Tourada, que representou Portugal no Festival Euroviso em 1973. (...) A morte de A. dos Santos em 1984, marcou uma nova etapa na sua carreira, caracterizada por uma actividade menos intensa, consequncia da exploso da indstria do pop-rock, que implicou um menor interesse pelas suas composies. Residiu nos Aores entre 1982 e 1986, altura em que gravou os discos, Anticiclone (1984) e A Ilha do Canto (1986), que marcaram o incio da sua colaborao com o compositor e orquestrador Franois Rauber (que at ento apenas tinha colaborado exclusivamente com Jacques Brel). Estes dois discos foram galardoados com o prmio "Se7e dOuro". Esta colaborao manteve - se at 1991, ano em que foi gravado um lbum que reunia canes e que se mantm indito. Gravou pela CBS, O Menino Ary dos Santos com orquestraes de Jos Calvrio. Este disco inclui poemas da juventude de Ary dos Santos, musicados por Tordo e que constavam do primeiro livro de poesia publicado pelo poeta: Asas (1952). J em 1989, integrou o espectculo da sua autoria (com Carlos Mendes e Paulo de Carvalho), com orquestraes de Pedro Osrio e algumas composies originais suas. Intitulado S Ns Trs, consistia na reinterpretao de composies dos trs autores e dos Sheiks e do qual resultou a gravao de um CD "ao vivo" no Casino do Estoril, editado pela Emi-Valentim de Carvalho, cujo sucesso comercial motivou novo espectculo no casino do Estoril (S Ns Trs), bem como, a apresentao do espectculo noutras salas do pas e do estrangeiro (Macau, Espanha, e.o.)

No processo de composio utiliza frequentemente a viola onde delineia o desenvolvimento harmnico que suporta a construo meldica, prevalecendo a melodia enquanto elemento fundamental da cano. Na sua interpretao caracterstico o timbre "aveludado" e o fcil recurso ao registo grave, aliado ao controlo da intensidade e ao doseamento das fricativas que precedem as vogais, beneficiando a percepo e o sentido do texto.

Em 2003 escreveu para a Oro Faber Fantsticas, fingidas, mentirosas e em 2007 o seu primeiro livro de Poesia, Quando no souberes copia.

A convite da Biblioteca Operria Oeirense, fez em Junho de 2008 a sua primeira exposio de pintura, O sol azul.

Durante um ano e meio fez com uma grande orquestra de 24 elementos, dirigidos por Pedro Duarte, uma tourne nacional. Nessa sequncia gravou um concerto para a RTP, no Coliseu dos Recreios que dar origem a um DVD com vida e obra de Fernando Tordo.

J em 2010 lanou trs canes do seu prximo trabalho: Por este andar.

Em 2011 retoma, juntamente com Carlos Mendes e Paulo de Carvalho, o espectculo S Ns Trs.

Em 2012, juntamente com Carlos Mendes e Filipa Pais criou o espectculo Memorial que fez uma digresso nacional apresentando-se em vrios Teatros e Auditrios.

Em 2013 prepara uma digresso a solo com o espectculo Bragusas, Beiroas e Outras Amantes no qual se apresenta com vrios instrumentos caractersticos do nosso pas (violas beiroa, campania, toeira e rajo), ajudando assim a recuperar estes instrumentos que estiveram praticamente desaparecidos), e criando-lhes novo repertrio. Simultaneamente prepara tambm o espectculo Tordo`s Eleven com Orquestra de 10 jovens msicos para digresso a partir de Maio. Em Maro, paralelamente digresso, apresenta tambm a Exposio individual de Pintura: Mscaras e Caras Ms, na Fbrica do Brao de Prata, em Lisboa.

No Estdio POPULARFM

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